Fundado por um empresário em 1975 e adquirido por um advogado (diria, investidor) em 2011, o Brasília é um claro exemplo da mercantilização das instituições que protagonizam o futebol brasileiro. Apesar de fazer parte grupo de times que transformam a peleja em algo cada vez mais desinteressante do ponto de vista do torcedor, salvo algumas poucas exceções, o Brasília ergueu sim um caneco e estaria credenciado à Sul-Americana de 2015. O STJD, no entanto, prefere deixar tudo sob suspense. Não é mais prudente investigar todo o imbróglio antes de qualquer canetada? Não faz parte da razoabilidade consultar a CBF antes de tomar decisões, ainda que em primeira instância?
O exemplo claro é o seguinte: se publico alguma coisa antes de ouvir a fonte, certamente estou agindo de forma precipitada. Custava ao Tribunal deixar a sentença em aberto por mais alguns dias e tomar uma decisão pautada em situações concretas e apuradas? Serviria até para dar um tempo em tamanha desconfiança sobre toda a esfera política que rege a bola. Mas não parecem querer isso. Gostam do 7 a 1.
Em tempo: bizarra e contraditória justificativa. "Por unanimidade de votos, aplicar a pena de exclusão da Copa Verde ao Brasília FC por infração ao Art. 214 do CBJD, nos termos do seu §4º, além da (sic) multá-lo em R$100,00 (cem reais)".
A irregularidade é tanta que vale uma garoupa.
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